Seu lucro não está no preço da saca.

Está no que sobra dela. E o que sobra dá pra medir.

O que decide a sua margem não é a bolsa. É a distância entre a bolsa e a sua praça.

Soja, Sorriso (MT), R$/sc, semanal

R$ 122,87

Var. 12m
-6,49%
Máxima
131,40
Mínima
119,00
Custo
124,00

Abaixo da linha tracejada, o preço não paga o custo. Valores ilustrativos.

Três números decidem a sua margem.

01

Quanto custa produzir cada saca.

Insumo, frete, juros e o custo de guardar para vender depois. Em R$/sc, por talhão.

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02

A distância entre a bolsa e a sua praça.

Chicago e B3 são referência. O que entra no caixa é o preço posto armazém na sua praça.

Ver a leitura de base

03

Quantas sacas pagam o seu insumo.

O preço do fertilizante ou defensivo convertido em sacas de soja. Uma conta a partir da cotação do insumo e do preço da saca na sua praça.

Ver a troca de insumo

O preço que entra no caixa não é o da bolsa.

Comparamos o preço de bolsa com o preço posto armazém no seu município, com histórico e fonte declarada. É essa diferença que diz se a venda antecipada foi boa ou apenas pareceu boa.

armazém de grãos com carga de soja
estoque de insumos com sacos de fertilizante empilhados

Insumo travado em sacas tira o dólar da conta.

Fertilizante e defensivo quitados em sacas, com o preço fechado na compra. A margem deixa de depender do câmbio e volta a ser conta de fazenda.

Custo de carregar a safra compete com a trava.

Quem não tem armazém paga armazenagem, secagem e juro para guardar e vender depois. Esse custo entra na conta antes de qualquer decisão de venda.

silo bolsa sendo enchido com soja na lavoura